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8
jun
2017

Como aplicar um inoculante para silagem

Como aplicar um inoculante para silagem

Inoculantes para silagem são microrganismos vivos misturados em pequena quantidade à forragem: sua eficácia depende não somente das propriedades e qualidade dos produtos (habilidade de atuar nas condições reais de pH, matéria seca (MS) e temperatura), mas também do método de aplicação. Você sabe escolher o método apropriado?

Diferentes modos de aplicação 

Os diferentes métodos de aplicação disponíveis para o produtor são:

 → Aplicação seca.

→ Aplicação líquida:

  • Volume padrão
  • Alto volume
  • Volume ultra-baixo (a última tecnologia de aplicação de inoculantes, de fácil manipulação, com taxa de aplicação comprovadamente equivalente à aplicação de alto volume e adequada para todos os tipos de forragem)

Parâmetros a se considerar para selecionar seu modo de aplicação:

  1. Aplicação seca ou líquida?

Aplicações líquidas garantem melhor homogeneidade. Os inoculantes são formulados a partir de bactérias congeladas e secas: quando as bactérias são produzidas, elas são transformadas em um pó fino que é então processado para aplicação líquida ou seca.  Em aplicações líquidas, as bactérias se separam na água e podem, então, ser bem distribuídas na forragem. De forma geral, os inoculantes secos moídos mais finamente devem ter mais de 20 milhões de bactérias por partícula (Análise de um inoculante feita pela Lallemand, TSR 1486).

  1. Conteúdo de matéria seca (MS) da forragem.

Não podemos esquecer que os inoculantes para silagem contêm organismos vivos. Por isso, eles requerem certa quantidade de água para crescer. A MS pode ser um fator limitante para a eficácia de inoculantes secos. Prof. L. Kung recomenda a aplicação líquida para MS acima de 40%.

  1. O tipo de colhedora utilizado:

Tabela 1: Diferentes tipos de colhedoras e métodos apropriados de aplicação.

Volume ultra-baixo

Volume padrão Alto volume Inoculante seco

Colhedora Automotriz / Tracionada

× × × ×
Enfardadeira × ×
Vagão forrageiro

×

→ Colhedora automotriz/tracionada

Com colhedoras automotrizes, basicamente todos os métodos de aplicação funcionam. O acelerador gera uma velocidade do ar acima de 68 m/s que cria um efeito Venturi. Toda gotícula de inoculante é dividida em centenas de gotículas menores que cobrem a Forragem. Mesmo com um inoculante seco a distribuição é boa. O inoculante líquido pode ser aplicado em várias etapas: durante o recolhimento, no momento da picagem ou na bica de descarga.

→ Enfardadeiras

As enfardadeiras empurram a Forragem para dentro da câmara de prensagem através da velocidade de recolhimento. Não existe um acelerador para criar o efeito Venturi e a distribuição do inoculante é atingida inteiramente pelo padrão de distribuição do aplicador. Portanto, é importante maximizar a distribuição do inoculante durante a etapa de recolhimento da forragem. Isso requer a manutenção de uma alta taxa de aplicação do inoculante na forragem (2 litros por tonelada ou mais), e jato de inoculante com um Padrão de aspersão que cubra toda a faixa de forragem. Alguns aplicadores de baixo volume utilizam um disco giratório para pulverizar o aditivo durante o recolhimento da forragem. Isso cria uma mistura fina de bactérias com potencial de melhor distribuição, mas deve-se tomar muito cuidado com o vento e possível dispersão do aditivo.

 → Vagões forrageiros

Vagões forrageiros coletam a forragem de uma forma similar às enfardadeiras. A etapa de recolhimento levanta a forragem colhida para as facas e a forragem cortada é, então, empurrada para o vagão. Na enfardadeira, um grau de turbulência é gerado dentro da câmara de prensagem, mas essa turbulência não ocorre nos vagões forrageiros: a distribuição do aditivo é restrita ao “ponto de aplicação”. Para uma melhor distribuição do inoculante na forragem colhida, a taxa de aplicação deve ser aumentada, preferencialmente para 3 ou 4 L/tom (maior diluição).